Eu sou lúcida na minha loucura, permanente na minha inconstância, inquieta na minha comodidade, amo mais do que posso e, por medo, sempre menos do que sou capaz...
Quando me entrego, me atiro e quando recuo não volto mais.
” Estranho, sim. As pessoas ficam desconfiadas, ambíguas diante dos apaixonados. Aproximam-se deles, dizem coisas amáveis, mas guardam certa distância, não invadem o casulo imantado que envolve os amantes e que pode explodir como um terreno minado. Muita cautela ao pisar nesse terreno. Com sua disciplina indisciplinada, os amantes são seres diferentes e o ser diferente é excluído porque vira desafio, ameaça. Se o amor na sua doação absoluta os faz mais frágeis, ao mesmo tempo os protege como uma armadura. Os apaixonados voltaram ao jardim do Paraíso, provaram da Árvore do Conhecimento e agora sabem.”